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O que é o JARDIM VERTICAL?

Definimos Jardim Vertical como estrutura capaz de sustentar e manter vegetações sobre e paralelamente a superfícies verticais desde que bem adaptados tanto em espaços internos como externos.

 

Podemos classificar os jardins verticais em três sistemas, conforme sua estrutura: vasos (ou containers), bolsões (ou suportes) ou painéis. Contudo para receber a terminologia de jardim vertical este deve possuir várias espécies de plantas, distinto de jardins feitos com trepadeiras em muros.

 

Os jardins verticais trazem vários e diferentes benefícios, podem aumentar o conforto ambiental e ser um elo de interação com a natureza, além de poder trazer importantes melhoras ambientais como conforto e melhora no desempenho térmico de edificações. Contribuem para a redução do uso de energia no aquecimento e arrefecimento de construções, reduzindo assim as emissões de gases de efeito estufa.

 

 Além de melhorar a paisagem urbana, os jardins são capazes de contribuir na filtragem da poluição do ar e no conforto térmico, tanto do edifício onde está instalado, quanto do seu entorno. As plantas auxiliam também no controle da umidade e quando instaladas em jardins verticais externos, contribuem com o meio ambiente através de sua significativa barreira acústica.

 

O interesse em jardins verticais pode ser justificado não só pelo enriquecimento ornamental – o que não deve ser subestimado, como por ser uma tecnologia relativamente nova e por necessitarem de pouco espaço. O que é uma grande vantagem, já que na maioria das cidades espaços para ajardinamento são escassos, principalmente em áreas de alta densidade populacional. Este é o caso típico em muitas cidades: há falta de espaço para criar mais áreas verdes, mas sobram paredes nuas. Um jardim vertical não faz, assim, concorrência à construção de imóveis. Mas deixemos aqui bem claro que os jardins verticais não substituem de forma alguma os espaços verdes. Mas considerando o que o crescimento urbano nos lega: concreto, aço e torres de vidro, o desejo de pelo menos visivelmente tornar estes locais mais “naturais” é perfeitamente compreensível.

O critério para este cultivo deve seguir o seguinte composto: substrato, areia, vermiculita, argila, manta bedin, geomanta, rede de drenos, manta antiraiz.

Existem ainda outras técnicas muito mais desenvolvidas: hidroponia e aeroponia para áreas e locais ainda mais especiais. Já existem fazendas verticais na Holanda que utilizam esses critérios em agricultura vertical. Segundo Dickson Despommier da Universidade de Columbia (EUA), uma fazenda de 30 andares (ocupando um quarteirão) produziria alimentos (agrícola) para 50 mil pessoas durante um ano, sem a necessidade de modificar geneticamente as sementes ou matrizes, mesmo que cultivando e ambientes fechados (nos andares, fora da laje ou telhado).

Pode parecer muito incomum, mas poderíamos efetuar este plantio nos grandes prédios sem uso dentro das metrópoles – prédio que por algum motivo não podem ou não estão sendo habitados ou que foram abandonados. Imagine isso em terraços de escolas, condomínios e principalmente de hospitais!!

Este tipo de cultivo também favorece a redução da carga de água que continuamente é despejada no esgoto: como águas pluviais (chuvas) e de limpeza. Como as águas pluviais são captadas para a irrigação a carga para o esgoto é 60% reduzida, reduzindo assim os custos para este tipo de serviço. Imagine se reaproveitássemos também a água do esgoto – tratamento completo para a reutilização na irrigação!!

 

Vantagens para construção de jardim vertical:

A ideia é que com tanto espaço sobre os prédios, por que não temos uma política interna nos condomínios para o plantio de produtos de “subsistência” do próprio condomínio? Poderíamos então ter a horta vertical, condominial. Não é preciso somente o plantio na laje, mas nos bolsões de respiro entre andares – os locais de ventilação predial. Assim reduziríamos um grande percentual do consumo de combustíveis, poluição por maquinários e transporte, aumentando a oferta de alimentos e mais frescos. A água utilizada neste tipo de agricultura pode ser coletada e utilizada para a limpeza predial: basta capta-la por redes de drenos canalizados para uma cisterna que por sua vez abastece torneiras para limpeza predial ou descarga sanitária.

Os custos de uma produção agrícola estão baseados no combustível fóssil para os tratores ararem, semearem, colherem, caminhões transportarem tais produtos sempre a longas distâncias e sobre ineficientes e caras rodovias.

Outro item que eleva os custos é fertilizante à base de petróleo (o mais utilizado) que polui com mais rapidez que o combustível, pois é lixiviado no solo alcançando rapidamente riachos, rios, nascentes e lençóis freáticos. Essas mesmas águas são depois usadas na irrigação dos produtos agrícolas os quais recebem uma porção de agrotóxicos que por sua vez tb são lixiviados para o substrato.

Normalmente um jardim vertical não tem uma vegetação espessa ou densa, mas mesmo assim ela já é suficiente para gerar créditos de carbono visíveis e mensuráveis. Segundo pesquisa, no Japão calculou-se que 1m2 de folhagem absorve anualmente 3,5kg de CO2. Assim, por ano, um jardim vertical de 4m2 irá absorver o equivalente de CO2 a um cedro (14 kg/ano de CO2) (3).

Os jardins verticais ajudam também na redução das emissões de CO2, já que eles, ao equilibrarem a temperatura ambiente em edificações, reduzem a necessidade de uso de aparelhos de ar condicionado ou aquecimento. Além desta pele externa, os jardins verticais geram conforto térmico, através da evaporação da umidade armazenada em suas folhas.

Um jardim vertical é, portanto, uma ferramenta eficiente para melhorar a qualidade do ar, usando as superfícies planas abundantes em todas as cidades.

Este tipo de cultivo (seja de folhas, frutas, legumes, flores, etc) favorece também para  a amenizar a amplitude térmica pois os elementos (terra, areia, argila, etc) para o plantio amenizam as temperaturas, sejam elas muito frias ou muito quentes.

As pesquisas dizem que a população mundial aumentará de 6 bilhões para 9 bilhões até 2050 e, certamente, o consumo, então quase precisaremos cultivar mais 1 bilhão de hectares de terras aráveis (quase o território todo do Brasil) para suprir essa necessidade, portanto devemos começar agora, nas escolas, nas instituições essa nova concepção de cultivo. 

Quais as vantagens para construção de um JARDIM VERTICAL?